Lição 2 - A fé de Abrão nas promessas de Deus - EBD CPAD 2026 2º Trimestre Adultos


Por intermédio da vida de Abrão, aprendemos que a fé é o fundamento da vida cristã. Precisamos confiar em Deus mesmo quando as circunstâncias são contrárias e nada parece fazer sentido, pois Ele está no controle de todas as coisas e prepara o melhor para aqueles que nEle confiam. Entre as muitas promessas feitas a Abrão, estava a de que sua descendência seria como o pó da terra (Gn 13.16). No entanto, o patriarca enfrentaria inúmeras dificuldades, pois uma fé que não é confrontada e testada não passa de uma ilusão. A fé verdadeira é provada nos embates e conflitos da vida.




TEXTO ÁUREO
“E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.”


VERDADE PRÁTICA
Quando Deus faz uma promessa incondicional,
Ele a cumpre plenamente.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 13.7-18

7 - E houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló; e os cananeus e os ferezeus habitavam, então, na terra.
8 - E disse Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti e entre os meus pastores e os teus pastores, porque irmãos somos.
9 - Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; se escolheres a esquerda, irei para a direita; e, se a direita escolheres, eu irei para a esquerda.
10 - E levantou Ló os seus olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem-regada, antes de o Senhor ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do Senhor, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar.
11 - Então, Ló escolheu para si toda a campina do Jordão e partiu Ló para o Oriente; e apartaram-se um do outro.
12 - Habitou Abrão na terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da campina e armou as suas tendas até Sodoma.
13 - Ora, eram maus os varões de Sodoma e grandes pecadores contra o SENHOR.
14 - E disse o Senhor a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta, agora, os teus olhos e olha desde o lugar onde estás, para a banda do norte, e do sul, e do oriente, e do ocidente;
15 - porque toda esta terra que vês te hei de dar a ti e à tua semente, para sempre.
16 - E farei a tua semente como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, também a tua semente será contada.
17 - Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a ti a darei.
18 - E Abrão armou as suas tendas, e veio, e habitou nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e edificou ali um altar ao SENHOR.


INTRODUÇÃO
Abrão e seu sobrinho Ló saíram juntos de Ur dos Caldeus. O Senhor era com Abrão e sua casa; e seu sobrinho também desfrutou de uma grande prosperidade. Depois de retornarem do Egito, Abrão e Ló precisaram se separar, pois não havia mais espaço para os seus animais pastarem juntos, o que gerou contenda entre seus pastores. Depois de se separarem, Deus prometeu a Abrão que sua semente seria como o pó da terra e que lhe daria todo aquele lugar por herança.


I - ABRÃO VOLTA DO EGITO PARA CANAÃ

1. Contenda entre os pastores.
Devido à riqueza de Abrão e de Ló, no retorno para Canaã, a terra onde estavam acampados não comportava as famílias do tio e do sobrinho: “[...] porque sua fazenda era muita; de maneira que não podiam habitar juntos” (Gn 13.6). É importante ressaltar que Deus já havia alertado a Abrão que ele deveria sair de sua terra e da sua parentela (Gn 12.1). Longe da família e dos seus conhecidos, Abrão teria a sua fé lapidada por Deus.

2. Abrão e Ló se separam.
Abrão deve ter se entristecido ao constatar que seus pastores e os de Ló estavam brigando por pastagens. Percebendo o problema, o patriarca chamou seu sobrinho e propôs uma solução generosa: que Ló escolhesse primeiro a direção para onde queria ir — se ele optasse pela esquerda, Abrão seguiria para a direita; e, se escolhesse a direita, ele tomaria o caminho oposto. Dessa forma, o patriarca demonstrou que preferia manter a comunhão do que insistir em seus próprios direitos, confiando que Deus cuidaria de sua porção na terra (Gn 13.8,9). Temos que seguir seu exemplo, pois a Palavra de Deus nos exorta a “se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18). Agir de maneira pacífica não significa fraqueza ou covardia, mas demonstra o caráter de quem tem uma fé alicerçada em Deus.

3. As escolhas de cada um.
Ló não buscou a direção de Deus em sua escolha e nem respeitou seu tio. Escolheu somente pela aparência, vendo a beleza da fertilidade da campina do Jordão (Gn 13.10,11). Abrão, homem de fé, temente a Deus, preferiu escolher a terra prometida por Deus, a terra de Canaã: “Habitou Abrão na terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da campina e armou as suas tendas até Sodoma. Ora, eram maus os varões de Sodoma e grandes pecadores contra o SENHOR” (Gn 13.12,13). O lugar escolhido por Abrão não era tão aprazível quanto ao que Ló escolheu. Contudo, o patriarca teve a bênção de Deus. Isso nos mostra que não devemos decidir nada sem a direção de Deus, nem nos deixar levar pelas aparências. Escolhas sem a orientação divina quase sempre resultam nas piores consequências.

SINOPSE I
Abrão retornou do Egito para Canaã crendo na promessa de Deus.


II - AS CONSEQUÊNCIAS DAS ESCOLHAS

1. Resultados da escolha de Abrão.
Nossas escolhas são opcionais, mas as consequências são inevitáveis e quase sempre imprevisíveis. O texto bíblico nos mostra que Deus aprovou a escolha de Abrão (Gn 13.14). Ele estava na direção de Deus e agindo de maneira correta. O Senhor o orientou sobre o futuro daquela terra, bem como sobre as consequências de sua submissão à vontade dEle. Em breve, Abrão iria colher os frutos de suas escolhas, “porque tudo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7).

2. Resultados da escolha de Ló.
Tempos depois, a terra que Ló escolhera foi invadida por quatro reis, que o levaram cativo com sua família (Gn 14.12). Já imaginou o arrependimento dele por ter escolhido aquela terra? Sua escolha não teve a direção de Deus. Agora Ló estava colhendo aquilo que ele havia semeado.

3. A atitude de Abrão para com Ló.
Quando Abrão tomou conhecimento do que havia acontecido com seu sobrinho, saíram ele e todos os seus empregados em defesa de Ló. A atitude do patriarca demostrou que ele não tinha nenhum tipo de ressentimento quanto à escolha de Ló. Abrão pelejou em favor de seu sobrinho e libertou ele e a todos que foram levados cativos (Gn 14.14-16). O “pai da fé” confiava em Deus e sabia o momento certo de agir. Precisamos orar, confiar no Senhor, mas também agir no momento certo.

SINOPSE II
As escolhas trazem consequências, boas ou ruins.


III - OS ALTARES ERGUIDOS POR ABRÃO

1. Abrão, um construtor de altares.
Além de ser um homem de fé e obediência, Abrão era um adorador. Ele levantou altares, quando passava pelos lugares em consagração e adoração ao Senhor. A Bíblia registra a construção de quatro altares por Abrão.
Abrão construiu o primeiro altar em Siquém, que significa “ombro”. Essa era uma das cidades de refúgio. O altar em Siquém foi erguido em gratidão a Deus pelas bênçãos e promessas que recebeu. Ali Deus apareceu a Abrão e lhe prometeu que daria aquela terra à sua descendência (Gn 12.7).

2. Mais um altar.
Abrão também construiu um altar em Betel (que significa Casa de Deus) e ali invocou o nome do Senhor (Gn 12.8). Ele sabia o que era estar na “Casa de Deus”. Não era só um homem de fé, mas um adorador por excelência. Hoje, há muitos crentes que não dão valor à Casa de Deus, ao lugar escolhido e consagrado para adorá-lo. Mas congregar é um dever de todo cristão fiel (Hb 10.25).

3. O altar em Hebrom e Moriá.
É interessante que Abrão foi para Hebrom, que significa “união”, depois que seu sobrinho Ló separou-se dele. Tal fato nos lembra que, em nossa jornada, devemos viver em união: “Oh!, quão bom e quão suave é, que os irmãos vivam em união [...]” (Sl 133.1). Precisamos permanecer no amor fraternal (Hb 13.1).
O altar construído em Moriá foi o que mais lhe causou preocupação na alma, pois ele teria que sacrificar seu filho da promessa, Isaque, nesse altar (Gn 22.9). Deus provou a fé de seu amigo. Não foi fácil para o patriarca ouvir aquela determinação. Imagine o coração do pai quando o filho perguntou: “Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?” (Gn 22.6,7). A resposta do patriarca demostrou toda a sua confiança em Deus. Ele afirmou: “[...] Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho [...]” (Gn 22.8). Tal acontecimento não foi uma encenação.
Foi uma prova real que revelou a obediência e a fé do patriarca. Ali, Abraão, diante de Isaque, inocente, edificou um altar, chamou o seu filho e o amarrou sobre a lenha. Isaque poderia ter protestado, mas submeteu-se resignadamente, demonstrando a sua confiança no Deus de seu pai e, certamente, também o seu. Depois de provado, o anjo mostrou a Abrão um cordeiro para o sacrifício.

SINOPSE III
Abrão em um gesto de fé e adoração ergueu altares ao Senhor.


CONCLUSÃO
Como homem de fé, Abrão tinha um relacionamento com Deus. E em cada fase de sua jornada, boa ou difícil, ele sempre construía um altar de adoração ao Senhor. Abrão nos ensina a respeito da fé e da adoração genuína a Deus. Que assim como fez Abrão, venhamos erguer altares ao nosso Pai em gratidão e adoração por tudo que Ele é e tem feito por nós.


Comentários sobre a Lição


Oração de agradecimento pela Lição




 Revista:


Homens dos quais o mundo não era digno
O Legado de Abraão, Isaque e Jacó

CPAD - Lições Bíblicas 2º Trimestre
2026 - Adultos



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